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quinta-feira, 5 de março de 2009

Santa tenta derrubar escrita por 2ª fase


No Arruda, hoje, tricolor precisa de vitória por três gols de diferença sobre o Americano-RJ para voltar a passar à próxima etapa do torneio, o que não ocorre desde a edição de 2006

Chegou o dia mais importante para o Santa Cruz até o momento nesta temporada. A partir das 20h30 de hoje, no Arruda, o time tenta quebrar uma escrita que já dura dois anos e passar à segunda fase da Copa do Brasil. A missão é difícil. Com a parcial adversa de 2x0 imposta pelo Americano-RJ em Campos dos Goytacazes, no Estádio Godofredo Cruz, os tricolores precisam vencer por diferença de pelo menos três gols para garantir a vaga no tempo normal.

Caso os corais devolvam o placar de 2x0, a decisão sai nos pênaltis. O técnico Márcio Bittencourt treinou muitas cobranças ontem à tarde, no Estádio Ademir Cunha, em Paulista. “É um jogo em que precisaremos atacar para conseguir os gols, mas em hipótese alguma podemos levar. Senão a tarefa fica quase impossível. No momento, está difícil, não impossível, principalmente com o apoio da nossa torcida no Arruda”, disse o goleiro André Zuba.

O Santa Cruz vai ter que “aprender” a fazer gols sem a presença de Marcelo Ramos. O artilheiro está vetado pelo Departamento Médico por conta de uma lesão no joelho esquerdo. Mas não é por essa ausência que o time vai deixar de ser ofensivo. Márcio Bittencourt deve entrar em campo com os atacantes Roger Thompson, Pedro Henrique e Márcio Barros. Com o volante Bilica suspenso, o meio de campo vai com Wagner, Anderson e Elder.

A defesa será composta, além do goleiro André Zuba, pelo lateral-direito Parral, pelos zagueiros Thiago Matias e Leandro Camilo e pelo lateral-esquerdo Adílson. “Nos impuseram dificuldades extracampo lá no Rio de Janeiro e nós vamos dar a resposta a eles dentro das quatro linhas”, prometeu Matias.

ADVERSÁRIO

Embalado pela conquista do Troféu Moisés Mathias de Andrade (5º lugar da Taça Guanabara), criado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), e que veio com o 1x0 sobre o Mesquita, o Americano sonha em avançar também na esfera nacional.

O técnico Toninho Andrade acredita que a vaga poderá ser conquistada se sua equipe souber explorar os contra-ataques. “O Santa Cruz vai ser pressionado a buscar a vaga de qualquer maneira pelos seus torcedores, pois o estádio deverá estar lotado. Eles terão que se lançar para o ataque”, analisou Toninho.

Para este compromisso, o treinador contará com o lateral-direito Siller, recuperado de lesão. O desfalque é o zagueiro Élson, vetado pelo departamento médico. Com isso, o volante Paulo Henrique, que estava atuando na ala direita, será recuado à zaga.

Bueno de volta ao Conselho

O desembargador Bartolomeu Bueno está autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a reativar as atividades como membro do Conselho Deliberativo do Santa Cruz. O julgamento foi realizado na tarde da última terça-feira. Por unanimidade, a decisão monocrática do relator do processo João Oreste Dalazen, que proibia Bueno de integrar o órgão máximo do clube tricolor, foi derrubada em Brasília. Assim como Bueno, eleito a princípio para a presidência do Deliberativo coral, os desembargadores Eduardo Paurá Peres, Fausto de Castro Campos e Elói D’Almeida Lima também voltam.

O CNJ, entretanto, não autorizou o retorno ao cargo de presidente do Deliberativo, que foi ocupado por Roberto Arraes, em eleições internas, após a renúncia de Bueno. “De qualquer forma, já havia adiantado que não tinha interesse de retornar à presidência. O doutor Roberto Arraes assumiu o cargo com a minha indicação, assim como os secretários, e vai seguir exercendo a função com meu total apoio”, declarou Bartolomeu Bueno, que reassume o posto de conselheiro coral de forma automática.

Embora estivesse impedido desde novembro do ano passado, o desembargador do TJPE não deixou de contribuir, com ideias e até financeiramente, para o andamento do Conselho Deliberativo tricolor. Seguia, inclusive, pagando a mensalidade como qualquer outro conselheiro. “Informalmente, continuava contribuindo e participando até de reuniões do executivo. Mas agora retorno formalmente e vou poder participar legalmente, me manifestar, votar, sem qualquer problema ou receio de uma punição por parte do CNJ”, comemorou o magistrado tricolor.

Tricolor faz 3x0 no rival em 77

Se é de gols que o Santa Cruz precisa esta noite para passar à segunda fase da Copa do Brasil, nada melhor do que lembrar um 3x0 aplicado pelo tricolor no Americano, em 1977. O jogo, válido pela Série A do Campeonato Brasileiro, foi realizado no dia 14 de dezembro, no Arruda.

O Santa abriu o placar aos 33 minutos do primeiro tempo, com Alfredo Santos. Não demorou muito, e os corais aumentaram a vantagem: Nunes, aos 35.

E os 18 mil tricolores presentes ao Arruda ainda comemoraram outro gol de Nunes, aos 3 da etapa complementar. Santa x Americano se enfrentaram pela segunda fase do Brasileirão daquele ano. O Santa foi décimo lugar em 1977.

O Santa Cruz também recebeu o Americano, no Arruda, mais duas vezes. Em 1991, deu Santa, 3x2. Já em 1994, deu 0x0. Os confrontos foram pela Série B do Campeonato Brasileiro.

Santa Cruz: Joel Mendes, Carlos Alberto Barbosa, Paranhos, Alfredo Santos e Pedrinho, Givanildo, Carlos Alberto Rodrigues e Jadir (Almir), Nunes, Fumanchu e Zé Roberto. Técnico: Ivan Gradim. Americano: Gato Félix, Marinho, Adilço, Jorge Luís e Capetinha, Índio, Souza, João Carlos e Elmo (Coelho), Manuel (Luís Almeida) e Luís Carlos. Técnico: Hélvio Santafé.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Bittencourt “sonha” com vinda de Ramon


Técnico tricolor não esconde proposta realizada ao jogador, mas admite que as limitações financeiras do clube para a temporada podem dificultar a contratação

Quando assumiu a presidência do Santa Cruz, em outubro do ano passado, Fernando Bezerra Coelho prometeu montar um time competitivo com pelo menos quatro atletas de qualidade técnica reconhecida no cenário nacional. As limitações financeiras impediram o mandatário coral de obedecer à risca o planejamento. Agora, entretanto, pode ganhar condições de contratar o meia Ramon, que disputou a última Série A do Campeonato Brasileiro pelo Vitória. O clube aguarda a resposta de uma segunda proposta realizada ao jogador na última segunda-feira.

O Santa Cruz corre contra o tempo para fechar de vez o grupo de profissionais. Após a dispensa de cinco jogadores com o término do primeiro turno do Campeonato Pernambucano e a contratação de outros dois, o técnico Márcio Bittencourt ainda quer mais um zagueiro, um lateral-direito e um meia. Mas o prazo para a inscrição de novos atletas no Estadual termina na próxima quarta-feira, quarenta e oito horas úteis antes do início da quarta rodada do segundo turno da competição. Este ano, o clube também disputa a Copa do Brasil e provavelmente a Série D.

Depois de deixar o Vitória no final do ano passado, o mineiro de contagem Ramon Menezes Hubner, que completa 37 anos em junho, ficou sem clube. “Realmente, estamos tentando esse jogador, mas está difícil de encontrá-lo. É um atleta que exige um esforço financeiro um pouco maior. Mas a gente não paga nada para sonhar”, declarou o treinador tricolor. “Ramon é um bom nome”, limitou-se a dizer o diretor de Futebol coral, Ruas Capella, sem oferecer maiores detalhes.

Outros nomes estão na agenda para o caso de Ramon não aceitar a proposta tricolor. O jogador está até propenso a fechar com as condições financeiras oferecidas pelo clube pernambucano. Mas pediu para conversar com familiares antes, para tomar a decisão em conjunto. O Santa Cruz, entretanto, quer esperar somente até esta noite para definir os ajustes.

No Brasil, o meio-campista passou por Cruzeiro, Vitória (três vezes), Bahia, Vasco da Gama (três vezes), Fluminense (duas vezes), Atlético-MG, Botafogo e Atlético-PR, todos eles quando integravam a elite do futebol nacional. No exterior, esteve no alemão Bayer Leverkusen e no japonês Tokyo Verdy. Seus principais títulos são a Taça Libertadores da América de 1998, pelo Vasco, e a Copa do Brasil de 1993, com a camisa do Cruzeiro.

Desde novembro do ano passado, a gestão atual contratou um novo diretor de Futebol, uma comissão técnica completa e 25 jogadores. O elenco é composto também por vários atletas formados na base. Bittencourt “sonha” com vinda de Ramon
Publicado em 04.03.2009

Técnico tricolor não esconde proposta realizada ao jogador, mas admite que as limitações financeiras do clube para a temporada podem dificultar a contratação

Quando assumiu a presidência do Santa Cruz, em outubro do ano passado, Fernando Bezerra Coelho prometeu montar um time competitivo com pelo menos quatro atletas de qualidade técnica reconhecida no cenário nacional. As limitações financeiras impediram o mandatário coral de obedecer à risca o planejamento. Agora, entretanto, pode ganhar condições de contratar o meia Ramon, que disputou a última Série A do Campeonato Brasileiro pelo Vitória. O clube aguarda a resposta de uma segunda proposta realizada ao jogador na última segunda-feira.

O Santa Cruz corre contra o tempo para fechar de vez o grupo de profissionais. Após a dispensa de cinco jogadores com o término do primeiro turno do Campeonato Pernambucano e a contratação de outros dois, o técnico Márcio Bittencourt ainda quer mais um zagueiro, um lateral-direito e um meia. Mas o prazo para a inscrição de novos atletas no Estadual termina na próxima quarta-feira, quarenta e oito horas úteis antes do início da quarta rodada do segundo turno da competição. Este ano, o clube também disputa a Copa do Brasil e provavelmente a Série D.

Depois de deixar o Vitória no final do ano passado, o mineiro de contagem Ramon Menezes Hubner, que completa 37 anos em junho, ficou sem clube. “Realmente, estamos tentando esse jogador, mas está difícil de encontrá-lo. É um atleta que exige um esforço financeiro um pouco maior. Mas a gente não paga nada para sonhar”, declarou o treinador tricolor. “Ramon é um bom nome”, limitou-se a dizer o diretor de Futebol coral, Ruas Capella, sem oferecer maiores detalhes.

Outros nomes estão na agenda para o caso de Ramon não aceitar a proposta tricolor. O jogador está até propenso a fechar com as condições financeiras oferecidas pelo clube pernambucano. Mas pediu para conversar com familiares antes, para tomar a decisão em conjunto. O Santa Cruz, entretanto, quer esperar somente até esta noite para definir os ajustes.

No Brasil, o meio-campista passou por Cruzeiro, Vitória (três vezes), Bahia, Vasco da Gama (três vezes), Fluminense (duas vezes), Atlético-MG, Botafogo e Atlético-PR, todos eles quando integravam a elite do futebol nacional. No exterior, esteve no alemão Bayer Leverkusen e no japonês Tokyo Verdy. Seus principais títulos são a Taça Libertadores da América de 1998, pelo Vasco, e a Copa do Brasil de 1993, com a camisa do Cruzeiro.

Desde novembro do ano passado, a gestão atual contratou um novo diretor de Futebol, uma comissão técnica completa e 25 jogadores. O elenco é composto também por vários atletas formados na base.

terça-feira, 3 de março de 2009

Santa larga com triunfo apertado na chuva


Roger Thompson marca logo no início da partida o único gol contra o Sete

O futebol apresentado não foi dos melhores. O público não compareceu em bom número como nas partidas do primeiro turno. A insistente chuva não ajudou. Os atacantes perderam gols praticamente feitos. Até vaias foram ouvidas após o apito final. De bom mesmo para o Santa Cruz somente os três pontos, graças ao magro 1x0 contra o Sete de Setembro, ontem à noite, no Arruda, pela estreia do segundo turno do Campeonato Pernambucano. O gol solitário da partida foi marcado logo aos três minutos do primeiro tempo, com o atacante Roger Thompson.

Com esses pontos após o fechamento da rodada inaugural do returno, o Santa está empatado com Náutico, Salgueiro, Porto e Sport. Mas os tricolores perdem posição para todos eles nos critérios de desempate e largam na quinta colocação. O próximo compromisso dos corais na competição estadual está marcado para o domingo que vem, novamente no Arruda, diante do Porto.

Antes disso, porém, os comandados de Márcio Bittencourt têm o compromisso mais importante da temporada até o momento. Na próxima quinta-feira, recebem o Americano-RJ pela partida de volta da primeira fase da Copa do Brasil. Como o time pernambucano perdeu por 2x0 em Campos dos Goytacazes, precisa vencer por, no mínimo, três gols de diferença para garantir a vaga no tempo normal. Vitória por 2x0 leva a decisão da vaga para os pênaltis.

“Fico muito chateado quando meu time vem pra campo e ganha somente de 1x0, com todo respeito ao Sete de Setembro, p... Temos que mostrar mais vontade dentro de campo, p... Desse jeito não vamos pra lugar nenhum!”, resumiu o volante Bilica, bastante irritado. “Quero ganhar nem que seja por meio a zero e levar o título no final. Pela torcida, poderíamos ter feito mais gols”, completou o meia Elder.

As maiores reclamações foram dirigidas para os gols perdidos. No intervalo, o técnico Márcio Bittencourt já alertava. “Tivemos chances de matar a partida. Isso não pode acontecer. Vai que escorregamos ali atrás. Já viu, né?!”. O Santa atuou com o seu ataque reserva: Roger Thompson e Pedro Henrique. E dificilmente terá o ídolo Marcelo Ramos para quinta. O artilheiro se recupera de uma lesão no joelho esquerdo. O também titular Márcio Barros estará à disposição.

Se o futebol não foi dos melhores, pelo menos, a equipe fez o necessário para vencer. Marcou sob pressão no início e abriu o placar rapidamente. Aos três minutos, Roger recebeu dentro da área pela esquerda e bateu cruzado para marcar. O Sete seguiu a partida inteira oferecendo buracos para os contra-ataques corais, que não resultaram mais em gols. O alviverde assustou apenas uma vez, aos 31 do primeiro tempo, com uma bela defesa de André Zuba.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Ofensivo, Santa busca boa largada


Formação de hoje pelo Estadual é ensaio para o jogo de quinta pela Copa do Brasil

Quando o Campeonato Pernambucano começou, o rendimento do Santa Cruz e consequentemente o poderio do time eram incógnitas. Agora já não é mais assim. Vice-campeões do primeiro turno, os corais iniciam o segundo turno da competição contra o Sete de Setembro, no Estádio do Arruda, a partir das 20h30 de hoje, como um dos fortes candidatos a levantar a taça da fase e disputar o título estadual com o Sport. A partida também marca a estreia do padrão da Penalty, nova fornecedora de material esportivo do clube.

O técnico Márcio Bittencourt vai mandar um time ofensivo para cima do Sete de Setembro. Além da vitória hoje, o treinador também está pensando em encaixar a formação para enfrentar o Americano-RJ, próxima quinta-feira, novamente no Arruda, pela volta da primeira fase da Copa do Brasil. Como o time do Rio de Janeiro venceu em Campos dos Goytacazes, por 2x0, os tricolores precisam vencer, no mínimo, por três gols de diferença para conquistar a vaga no tempo normal. Placar de 2x0 para os anfitriões leva a decisão para os pênaltis.

A principal mudança será a saída do zagueiro Sandro para a entrada do meia Elder, o que leva a equipe a passar do 3-5-2 para o 4-4-2. Elder é volante de origem, mas Bittencourt já vem utilizando o atleta como armador desde o início da competição. No primeiro encontro com o Sete de Setembro, no Estádio Gigante do Agreste, em Garanhuns, pela estreia da competição, foi ele quem fez o gol solitário da vitória dos visitantes por 1x0. “Estamos mudando o esquema, mas a vontade tem que ser a mesma”, declarou o meia.

A grande dificuldade do comandante tricolor para este confronto são as opções para montar o ataque. Márcio Barros está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, enquanto o artilheiro Marcelo Ramos está em tratamento médico por conta de uma lesão no joelho esquerdo. Corre o risco, inclusive, de também não poder enfrentar o Americano. Ambos haviam atuado em todos os jogos até o momento. Com isso, o xodó da torcida, Pedro Henrique, divide o ataque com Roger Thompson, numa formação inédita.

Apesar do bom aproveitamento no primeiro turno, todo mundo no Arruda quer mais. “Temos que melhorar em todos os aspectos, até porque não ganhamos nada. Sempre cobro mais e trabalho mais para alcançar coisas maiores. Se quisermos ser campeões, só nos resta vencer o segundo turno e chegar à final”, afirmou o técnico.

ADVERSÁRIO

Após um início de Pernambucano temeroso, o Sete melhorou e agora tenta manter a boa sequência iniciada a partir da metade do primeiro turno. A equipe setembrina vem de três jogos de invencibilidade. A última derrota foi para o Porto, no dia 4 de fevereiro, em Caruaru. Após este tropeço, venceu o Salgueiro, em Garanhuns, o Ypiranga, em Santa Cruz do Capibaribe, e empatou com o Central, em Caruaru.

“Ajuste” coral tem 5 dispensas

O Santa Cruz entra no segundo turno do Pernambucano com um bom índice de acertos nas contratações, de acordo com a avaliação da comissão técnica e da diretoria do clube. Antes e durante o primeiro turno, os tricolores anunciaram 23 nomes, sendo três goleiros, três zagueiros, três laterais, seis volantes, três meias e cinco atacantes. No último sábado, cinco foram dispensados. Entre os que desembarcaram no Recife para a temporada 2009, 78,2% “sobreviveram” aos ajustes promovidos para a etapa final.

Os dispensados foram os volantes Húdson e Manu, o lateral-esquerdo Juca, o meia Juan Felipe e o atacante João Paulo. Manu e João Paulo nem sequer estrearam com a camisa do Santa Cruz em jogos oficiais. “Como tenho pouco tempo de profissão, a dispensa ainda mexe comigo, embora seja algo comum no futebol. Acho que o conhecimento dos atletas no dia a dia nos dá uma condição tranquila para avaliar e utilizar os critérios mais justos e coerentes. Conversei com todos eles”, explicou o técnico Márcio Bittencourt.

Para reabastecer o grupo, o Santa Cruz já anunciou o volante Alexandre Oliveira e o lateral-esquerdo Fagner. Ainda pretende trazer mais um zagueiro, um lateral-direito e um meia. “Em termos financeiros, é difícil achar jogadores de boa qualidade que se encaixem na nossa realidade. Mas estamos procurando trazer mais três jogadores de alto nível para fortalecer ainda mais o grupo”, seguiu o treinador.

O Santa, aliás, já havia anunciado o lateral-direito Maizena, ao lado de Alexandre Oliveira, na quarta passada. O jogador treinou no Arruda por dois dias e sumiu na sexta. Durante esse fim de semana, foi contratado pelo Fortaleza. O lateral estava emprestado ao Paulista, mas tem os seus direitos federativos presos ao Corinthians-AL.

REDUÇÃO

O Santa reduziu sensivelmente a quantidade de ingressos à venda em relação aos números praticados no turno. Além dos 12 mil lugares reservados ao programa governamental Todos com a Nota, só 7 mil bilhetes estão sendo comercializados. Em jogos ante intermediários, a direção já chegou a solicitar 50 mil entradas. Os preços para os variados setores do Arruda foram mantidos – de R$ 10 (sócio, estudante e idoso) a R$ 50 (cadeira de aluguel).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Santa e Sport incendeiam o clássico


O Clássico das Multidões do próximo domingo já está pegando fogo graças aos resultados de ontem de seus protagonistas. O vice-líder Santa Cruz (com 19 pontos) massacrou o Serrano, no Arruda, ao impor a maior goleada deste Pernambucano: 7x1, com direito a três tentos do agora artilheiro do Estadual, Marcelo Ramos, com oito. Já o líder Sport (com 24), mais uma vez, só desencantou no segundo tempo, passando pela Cabense, por 2x0, na Ilha, mantendo-se com 100% de aproveitamento. Se vencer, domingo, conquistará o primeiro turno com duas rodadas de antecedência. Longe da disputa, Náutico e Porto venceram e chegaram aos 16 pontos. Fora de casa, o Timbu goleou o Vitória, por 5x1, enquanto o Gavião fez 1x0 no Sete. Nos outros jogos: Petrolina 1x2 Salgueiro e Ypiranga 0x3 Central.

Santa atropela e lava a alma da massa

Tricolor faz 7x1 no Serrano, com 3 gols de Ramos, agora artilheiro do Estadual, com 8

Números grandiosos envolveram o “coletivo de luxo” do Santa Cruz, ontem à noite, no Arruda, na “preparação” para o confronto que de fato interessa: o Clássico das Multidões contra o líder Sport, novamente atuando em casa. No “treinamento” diante do Serrano, os corais deram um presentão à torcida um dia após o aniversário de 95 anos do clube. Antes dos 30 minutos já haviam feito 3x0. Até o apito final, completaram o 7x1, a maior goleada do Campeonato Pernambucano até o momento. E mais: o atacante Marcelo Ramos marcou três vezes e agora é o artilheiro isolado da competição, com oito gols.

O Santa Cruz repetiu um feito ontem à noite que não conseguia desde 23 de março de 2003, quando também fez 7x1, mas em cima do extinto Recife, no José do Rego Maciel. O placar elástico sobre o Serrano levou o time comandado pelo técnico Márcio Bittencourt aos 19 pontos, na vice-liderança. O Sport, adversário da próxima rodada, está com 24 pontos. O encontro entre os dois já esquentou. A diretoria coral ofereceu para cada jogador em caso de vitória diante dos rubro-negros uma moto Shineray, patrocinadora do clube. Faltam três rodadas para o término do primeiro turno.

Hoje, os tricolores vão divulgar o planejamento de venda de ingressos para o jogo mais esperado da competição até aqui. É provável que sejam disponibilizados 50 mil bilhetes, sendo 10 mil deles destinados à torcida rubro-negra, outros 15 mil para o programa governamental Todos com a Nota (torcida do Santa) e o restante para ser comercializado entre os tricolores.

Para o Clássico das Multidões, o treinador coral perdeu o lateral-direito Parral, que vem evoluindo e fez a sua melhor apresentação com a camisa do clube ontem à noite. O jogador levou o terceiro cartão amarelo e terá de cumprir suspensão. Leandro Gobatto também corre o risco de ficar fora. O meio-campista será julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Pernambuco hoje, pela expulsão frente ao Ypiranga, e pode pegar gancho de dois a seis jogos.

Se o Santa entrou para matar o Serrano desde o início, o adversário não se fez de rogado e ainda deu uma mão. Aos dois minutos, a zaga sertaneja saiu errado e entregou a bola nos pés de Leandro Gobatto. O meia, esperto, tocou rapidamente para o atacante Marcelo Ramos, que só teve o trabalho de tirar do goleiro para abrir o placar.

A partir de então, o tricolor adotou o jeito que mais gosta de jogar. Se postou atrás e esperou mais erros do desorganizado sistema defensivo do Jumento para matar o confronto rapidamente. Desta forma, aos 21, Parral arrancou pela direita, recebeu um lançamento rasteiro já dentro da área e mandou a bomba: 2x0. Aos 29, Gobatto deixou novamente um companheiro na cara do gol com uma assistência precisa. Márcio Barros recebeu o passe perfeito e tocou na saída do goleiro Maicon para ampliar.

Nem mesmo o apagão de uma das torres de iluminação aos 43 minutos do primeiro tempo, que durou exatos nove minutos, tirou o brilho da equipe na volta para o segundo tempo. Antes de o Serrano respirar, aos dois minutos, o árbitro Carlos Costa já havia marcado pênalti de Fabian em cima de Thiago Matias. O artilheiro da noite, Marcelo Ramos, foi para a cobrança e não desperdiçou.

O gol de honra dos visitantes foi marcado aos seis minutos, por intermédio do meia Uésclei. Depois disso, a ordem foi restabelecida, com mais três dos donos da casa. Aos 25 minutos, o estreante atacante Roger Thompson, que havia entrado no lugar de Sandro, serviu Pedro Henrique, substituto de Márcio Barros. O atacante mandou para as redes. A sede de gol ainda não estava saciada. Marcelo Ramos deixou mais um, o seu último da noite, aos 28. O zagueiro Thiago Matias fechou o caixão do Serrano aos 42.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Só vencer o Serrano interessa ao Santa


Perder do time sertanejo deixa o tricolor praticamente sem chances de deter a conquista do turno pelo Sport, se o rubro-negro vencer hoje

Os confrontos contra o Serrano começaram apenas em 2004, quando o representante de Serra Talhada disputou pela primeira vez a Série A1 do Campeonato Pernambucano. Mas, diante das circunstâncias, o técnico Márcio Bittencourt está dando conotação de “clássico” para o encontro de hoje, a partir das 19h, no Estádio do Arruda, pela oitava rodada do primeiro turno da edição atual da competição. A afirmação tem como base a classificação. A cinco pontos do líder Sport, não resta outra coisa ao time tricolor a não ser conquistar a vitória para seguir vivo na luta pelo título da etapa. Faltam quatro rodadas para a definição.

Além de vencer o Serrano esta noite, os corais, que estão na vice-liderança com 16 pontos, vão ficar torcendo por no mínimo um empate dos rubro-negros contra a Cabense, também hoje à noite, na Ilha do Retiro. Caso os resultados favoreçam, o Santa Cruz pode chegar para disputar o Clássico das Multidões do próximo domingo, no Arruda, com apenas dois pontos de desvantagem. Ou seja, uma nova vitória, sobre o Sport, bastaria para assumir a liderança isolada da competição pela primeira vez, a duas rodadas do final do primeiro turno e sem mais clássicos a disputar.

O Santa Cruz vem de cinco partidas de invencibilidade. Na sequência atual venceu quatro, diante de Central, Salgueiro, Ypiranga e Cabense, e empatou contra o Náutico. Antes disso, havia perdido para o Porto e, na estreia, batido o Sete de Setembro. “O jogo mais importante para a gente é o de amanhã (hoje). Não adianta de nada vencermos o clássico se tropeçarmos no Serrano. O jogo com o Sport acabaria virando um amistoso. Sabemos que o Serrano virá fechado, as dificuldades serão grandes, mas estamos crescendo”, declarou o técnico Márcio Bittencourt.

A grande dor de cabeça para hoje à noite é a ausência do volante Bilica, titular absoluto da cabeça de área coral e um dos jogadores mais regulares da equipe desde o começo do Campeonato Pernambucano. O jogador foi expulso pelo árbitro Wilson Souza de Mendonça no Clássico das Emoções do domingo passado, nos Aflitos. O volante Anderson ocupa a vaga e será titular pela primeira vez. Até aqui, vinha entrando no segundo tempo para oferecer uma maior segurança ao sistema defensivo quando o resultado já era favorável.

O lateral-esquerdo Adílson e o volante Elder seguem vetados pelo Departamento Médico. Por isso o restante do time será o mesmo que iniciou diante do Náutico. “Acho que a formação com os três zagueiros encaixou bem. Estamos resguardados ali atrás e ainda abrimos espaço para os alas avançarem. Contra o próprio Náutico, mesmo fora de casa, Parral teve pelo menos duas oportunidades pelo meio e poderia ter marcado o gol”, finalizou Bittencourt.

SERRANO

Invicto há quatro rodadas (duas vitórias e dois empates), o Serrano, 7º colocado, com 8 pontos, vai ao Arruda disposto a volta a pontuar para entrar na luta por uma das duas vagas na Série D do Campeonato Brasileiro. Satisfeito com o rendimento do seu time nas últimas rodadas, e sem problemas de lesão ou suspensão, o técnico Erasmo Fortes deve repetir a mesma formação que empatou por 1x1 domingo passado com o Sete de Setembro, no Nildo Pereira.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Santa apaga 95 velinhas com a esperança acesa


Tricolor já se prepara para o seu centenário e projeta volta à Série A para as próximas quatro temporadas

Os 95 anos de fundação do Santa Cruz Futebol Clube, comemorados hoje com uma série de eventos durante o dia, marcam também o início de duas contagens regressivas importantes para qualquer torcedor tricolor. Faltam cinco anos para o centenário da instituição. E o aniversário também soa cheio de simbolismo para quem pretende retornar à Série A do Campeonato Brasileiro dentro de quatro temporadas e, quem sabe, alcançar a “maioridade” em 2014 na elite do futebol brasileiro, junto novamente aos maiores clubes do Brasil.

As comemorações terão início já pela manhã. A partir das 9h, será celebrada uma missa na Igreja da Santa Cruz, no Bairro da Boa Vista, área central do Recife. Foi próximo à igreja que um grupo de meninos, no início da noite do dia 3 de fevereiro de 1914, fundou o clube com o nome de Santa Cruz Foot-Ball Club. As cores originais eram preta e branca. A vermelha foi acrescentada ao uniforme posteriormente por conta de choque com as cores do extinto Sport Club Flamengo, primeiro campeão pernambucano, em 1915.

A partir das 12h, está programada uma queima de fogos na sede, no Bairro de Beberibe, Zona Norte do Recife. Os eventos seguem a partir das 19h, também na sede tricolor, com direito a entrega e execução do frevo de rua Vulcão tricolor, composto pelo Maestro Forró e executado pela Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (programação completa no quadro abaixo).

FORNECEDOR

Durante as festividades pelos 95 anos do clube, o presidente executivo tricolor, Fernando Bezerra Coelho, pretende anunciar oficialmente o contrato com o novo fornecedor de material esportivo das equipes do Santa Cruz. O nome divulgado será provavelmente o da Penalty. A empresa também mantem parcerias com a Portuguesa de Desportos, o Criciúma, o Juventude, o Paraná e o Vila Nova-GO.

Time passa bem por “armadilha”

As previsões do técnico Márcio Bittencourt para o início do Campeonato Pernambucano eram de dificuldade. Contra o Santa Cruz também pesava a tabela. As reformas estruturais no Estádio do Arruda, sobretudo a troca do gramado promovida pela diretoria, forçaram o time a disputar cinco das sete primeiras rodadas do primeiro turno na condição de visitante. Só que nada atrapalhou a trajetória dos corais, que atravessaram o momento complicado com um rendimento acima das expectativas internas.

Até aqui, o Santa conquistou cinco vitórias, um empate e perdeu uma vez. É o único ainda em condições de desbancar o Sport na disputa do título do primeiro turno. Está na vice-liderança, com 16 pontos, cinco atrás dos rubro-negros. Colocou três de vantagem sobre o Náutico, o outro time da competição que integra a Série A do Campeonato Brasileiro.

Além disso, não dá indícios de que vá correr qualquer risco de ficar fora da primeira edição da Série D nacional. Os dois concorrentes mais próximos estão três e seis pontos atrás. São Porto e Cabense, respectivamente. Pernambuco terá dois participantes entre os 40 integrantes da divisão recém-criada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A quatro rodadas para o término do turno, os corais farão três jogos em casa. Amanhã, pegam o Serrano. Domingo, será a vez de enfrentar o Sport. Na quarta-feira da semana que vem, o adversário será o Petrolina, provavelmente no Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro. Dia 14, um sábado, fecha a etapa novamente em casa, contra a Acadêmica Vitória.

Emendadas às sete primeiras rodadas do segundo, o time comandado por Márcio Bittencourt vai atuar no José do Rego Maciel em oito das próximas 11 partidas do Campeonato Pernambucano. “A tabela foi muito boa no começo para o Sport e ruim para a gente. Agora, vamos ter a possibilidade de fazer mais jogos em casa. A situação de mandantes e visitantes vai se inverter para todas as equipes”, analisou o zagueiro e capitão tricolor, Sandro.

Para enfrentar o Serrano, a partir das 19h de amanhã, o treinador não contará com o volante Bilica, expulso no Clássico das Emoções, domingo passado, nos Aflitos. O também volante Elder segue em tratamento no joelho direito.

Vai, meu Santinha!

Samarone Lima

Era um dia de sol forte no Recife, naquele três de fevereiro de 1914. O mormaço de esperanças enchia o Pátio de Santa Cruz, na Boa Vista. A gente mais simples, os descamisados, os humildes, ainda não tinham onde escorar a paixão, o amor futebolístico. Faltava algo na cidade. O pernambucano ainda tinha uma lacuna na alma.

Os demais clubes existiam somente para completar a paisagem. Após debates acalorados, surgiu o nome: Santa Cruz Futebol Clube. Depois de consultar o inventário das cores do universo, venceu a soma das três cores: preto, branco e vermelho.

Não sei quem estava lá. Não sei o nome desses santos homens, que serão louvados durante todo o dia, nas muitas cerimônias por todo o Estado.

Hoje deveria ser feriado oficial em Pernambuco. Motivo: aniversário do Mais Querido, o Santinha. Como não se lembraram do decreto, daremos o feriado íntimo, faremos a festa no coração.

Celebraremos com camisas, bandeiras, com o sorriso do renascimento, depois de amargos tempos. Nos últimos anos, atravessamos nosso deserto. Fomos de derrota em derrota até o subsolo. Neste período de vacas magras, cada tricolor calçou uma chuteira da esperança. Em nenhum instante desistimos. Aos poucos, levantamos do chão. Em todo o País, repetem que somos a torcida mais apaixonada do Brasil.

Ah, meus amigos, dizem que estamos completando 95 anos, mas o Santa Cruz existe antes da bola. Seus fundadores não imaginariam estar criando o clube das multidões, das massas. O clube dos poetas, do populacho. Capiba e Nelson Ferreira celebram no céu, nós celebramos aqui na terra.

Repito o que escuto emocionado nas arquibancadas, a cada jogo: “Vai, meu Santinha!”

Para Chico Science, grande tricolor.

» Samarone Lima é jornalista e cronista do Blog do Santinha (www.blogdosantinha.com)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Náutico e Santa empatam. Sport ri


Do alto de sua experiência o zagueiro tricolor Sandro resumiu bem a 7ª rodada, ontem, após o 2x2 no Clássico das Emoções. “Para o Náutico, foi horrível, para nós (o Santa), mais ou menos, e para o Sport, excelente”. O resultado, praticamente, excluiu o Timbu (4º, com 13) da luta pelo turno. Deixa o tricolor (2º, com 16) vivo, com chance remota, mas mais esperançoso no recém-montado time que empatou com um rival mais bem estruturado. E o líder Sport (com 21) festeja, afinal, pode ser campeão, domingo. Para lamentar, as cenas de violência que mais uma vez mancham o futebol. Ontem, um alvirrubro levou um tiro na coxa. No interior, destaque para o Vitória que bateu o Porto.

Santa até gostou do empate. Já o Náutico...

Resultado deixa o tricolor ainda na vice-liderança, mas a cinco pontos do Sport. O alvirrubro fica a oito do líder

Elias Roma Neto
eroma@jc.com.br
Rafael Carvalheira
rvieira@jc.com.br


Há sempre mais de uma forma de observar um mesmo fato. No caso do empate por 2x2 entre Náutico e Santa Cruz ontem à tarde, por exemplo, há pelo menos três pontos de vista diferentes. “Para o Náutico, foi horrível, para nós, mais ou menos, para o Sport, excelente”, resumiu o zagueiro e capitão coral, Sandro. A declaração está diretamente relacionada à classificação do primeiro turno do Pernambucano. A quatro rodadas do término da fase, os rubro-negros, que não estiveram diretamente envolvidos no emocionante jogo dos Aflitos, abriram cinco pontos de vantagem para os tricolores e oito para os alvirrubros.

Apesar das circunstâncias, o Náutico ainda não jogou a toalha na briga pelo título do turno. Está na quarta colocação, com 13 pontos. Perde uma posição para o Porto no número de vitórias (4 a 3). Os corais, por sua vez, passaram a não depender apenas de si para desbancar o Sport. Estão na vice-liderança, com 16 pontos. “Se quisermos ser campeões, precisamos vencer o Sport”, disse o atacante Marcelo Ramos. E ainda torcer por outra derrota do Leão no meio do caminho. “Mas não tem essa de jogar a toalha. Depois de domingo, conversamos de novo”, declarou Sandro, em referência ao Clássico das Multidões, no Arruda.

Antes de pegar o líder, entretanto, o Santa enfrenta o Serrano na próxima quarta-feira, no Arruda, às 19h. O Náutico joga diante da Acadêmica Vitória, no Estádio Carneirão, em Vitória de Santo Antão, às 20h30. A Cobra Coral chegou ao quinto jogo seguido de invencibilidade. Perdeu somente na segunda rodada da competição. São cinco vitórias e o empate de ontem. O Timbu, por outro lado, ainda não perdeu, contabilizando três vitórias e quatro empates.

Apesar de os treinadores terem feito mistério durante a semana de preparação para o confronto, o Clássico das Emoções não revelou surpresas, jogadas mirabolantes ou alguma invenção genial para revolucionar o esporte. Aconteceu o que todo mundo sabia que iria acontecer. O Náutico partiu para cima e pressionou com o objetivo de matar a partida no início. O Santa Cruz se retraiu e buscou os contra-ataques.

No começo, a estratégia alvirrubra até vinha se sobrepondo à tricolor. Até que, aos 18 minutos, a bola caiu nos pés do atacante Marcelo Ramos, dentro da área. Ou seja, nada mais previsível, bola na rede: 0x1. O Timbu seguiu obedecendo à risca os conselhos do técnico Roberto Fernandes. Com a pressão, naturalmente veio o empate, aos 41, com Gilmar.

No segundo tempo, mais do mesmo. O Náutico em cima e o Santa retraído. A virada veio aos quatro minutos, com Carlinhos Bala. Mas, aos 16, falta na entrada da área para os corais. “Ajeitei a bola, mas Sandro disse que ia mandar a cacetada. Falei: ‘beleza, mas faz o gol’”, revelou Marcelo Ramos. O pedido soou como ordem e o capitão obedeceu: 2x2. Até o fim, o Timbu atacou, a Cobra Coral teve Bilica expulso, os dois lados perderam pelo menos uma oportunidade clara, mas terminou tudo igual.

Tricolores eram só alívio e alegria

Não foi o resultado perfeito para o Santa Cruz. Mas a sensação de alívio e até de alegria com o empate nos Aflitos era fácil de se identificar a partir do gestual dos tricolores. Os jogadores se abraçaram dentro de campo, e a torcida cantou forte após o apito final do árbitro Wilson Souza de Mendonça. O sorriso de Sandro ainda no gramado, concedendo entrevistas, denunciava a felicidade por ter voltado a marcar um gol de falta após quase três anos de jejum.

O responsável direto pelo empate havia havia comemorado um gol de bola parada pela última vez em 2006, quando defendia o Guarani. “No Sport, no Botafogo e no Guarani, a ordem era para que eu batesse as faltas independentemente da distância. Em outras equipes, fiquei em desvantagem, porque só batia quando a falta era mais distante”, brincou o capitão. “Até me ligaram hoje cedo (ontem) para perguntar se eu faria um golzinho no clássico. Fiz um belo gol.”

Não fosse Pedro Henrique, entretanto, Sandro não teria tantos motivos assim para comemorar após o Clássico das Emoções. Foi ele quem arrancou da esquerda e sofreu a falta na entrada da área. “Pedro Henrique não está com 100% da sua condição, mas tem colocado fogo nos jogos quando entra”, disse o técnico Márcio Bittencourt. O atacante entrou aos 14 minutos do segundo tempo, no lugar do meia Leandro Gobatto.

SÉRIE D

O Santa abriu três pontos sobre o Porto e seis sobre a Cabense, dois concorrentes diretos na briga por uma das duas vagas de Pernambuco à primeira edição da Série D do Campeonato Brasileiro. O time de Caruaru perdeu por 1x0 para a Acadêmica Vitória, no Estádio Luiz Lacerda. O representante do Cabo de Santo Agostinho foi derrotado por 2x1 pelo Central, no Gileno de Carli. Outros seis clubes também lutam pelo acesso.

Lamentação é a rotina timbu

O discurso está ficando batido, mas os jogadores do Náutico voltaram a lamentar uma falta de melhor aproveitamento nos jogos em seus domínios. Ontem, os alvirrubros somaram o terceiro empate em quatro partidas disputadas nos Aflitos. Ainda assim, o time não jogou a toalha do primeiro turno, mesmo que suas chances tenham diminuído consideravelmente.

“Jogamos 90 minutos correndo, batalhando, mas o resultado não aconteceu. O clima fica um pouco ruim porque o primeiro turno está mais distante, mas, enquanto tivermos a possibilidade, vamos continuar tentando”, disse o zagueiro Galiardo.

O mesmo texto das lamentações foi pronunciado pelo lateral esquerdo Anderson Santana, com um pouco mais de frustração. “Fico p... com isso. Treinamos durante a semana. Mas na hora do jogo acontecem os erros. Temos de assumir nossas responsabilidades. É isso. Trabalhar para consertar”, declarou.

Para Carlinhos Bala, um dos poucos aplaudidos pela torcida ao fim do jogo, não houve falha da barreira ou do goleiro Eduardo no segundo gol sofrido. “Pensei que Marcelo Ramos iria bater. De repente veio o Sandro, com um chute forte e a bola acabou passando”, disse.

O atacante marcou o segundo gol do Náutico após cobrar falta com rapidez e tabelar com Santana, pelo lado esquerdo da área tricolor, e finalizar rasteiro. Bala também participou do primeiro tento – após chutar errado, ele viu Anderson Lessa brigar e a bola sobrar para Gilmar, que deu um toque para tirar o zagueiro Sandro da jogada e depois fulminou a meta de André Zuba.

Já Roberto Fernandes lamentou o resultado, mas exaltou uma melhora no futebol da equipe. “O time teve mais postura e pela primeira vez obteve mais posse de bola que o adversário. Houve uma evolução, infelizmente o resultado foi negativo”, avaliou.

JOHNNY

O médico Paulo Regueira afirmou que o volante Johnny é dúvida para o jogo de quarta-feira, contra o Vitória, no Carneirão. O jogador machucou o tornozelo esquerdo no segundo tempo, após chutar a sola do pé do atacante tricolor Pedro Henrique, e será reavaliado hoje.

O elenco se reapresenta à tarde, nos Aflitos. Amanhã, treina novamente à tarde no CT Wilson Campos, na Guabiraba e segue para Vitória apenas na quarta.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Valeu a pena esperar tanto


Desde o dia 25 de março de 2007 que Náutico e Santa Cruz não se enfrentam graças ao regulamento do Estadual 2008 e à má campanha coral na competição. Mas hoje a espera acaba. Às 16h, nos Aflitos, começa o 373º Clássicos das Emoções em campeonatos pernambucanos. O tempero é dos mais apimentados. Ambos querem a vitória para manter viva a esperança de conquistar o primeiro turno. Vice-líder, o Santa Cruz precisa vencer o seu quinto jogo consecutivo para não deixar o Sport correr ainda mais solto rumo à primeira vaga na final. No Náutico é mais delicado. Quarto colocado, o alvirrubro nem pode sonhar com a derrota. Perder é praticamente dar adeus ao turno. Por isso, o Náutico deve ser mais ofensivo, enquanto o Santa vai esperar para tentar o contra-ataque.

Após tanto tempo, um duelo daqueles

Há quase dois anos sem se enfrentar, Náutico e Santa Cruz fazem hoje mais um clássico, onde perder pode significar o adeus à conquista do turno, principalmente para os alvirrubros

João de Andrade Neto
jneto@jc.com.br
Rafael Carvalheira
rvieira@jc.com.br


Foram 678 dias de espera. Um total de 16.292 horas de saudade. Desde que o árbitro Patrício Souza apitou o fim de Náutico 2x1 Santa Cruz, no dia 25 de março de 2007, alvirrubros e tricolores se distanciaram. Hiato provocado pelo regulamento do Estadual do ano passado – e a má campanha coral –, que não permitiu o encontro dos dois eternos rivais em 2008. Espera que chegará ao fim hoje, às 16h, nos Aflitos, quando Wilson Souza apitar o início do 373º Clássicos das Emoções em Campeonatos Pernambucanos. Um jogo repleto de histórias, polêmicas, festa, choro e que hoje, como muitos outros, terá o aspecto de decisão para as duas equipes.

Se quiserem ainda sonhar com a conquista do primeiro turno, uma vitória é essencial para os dois lados. Na vice-liderança, com 15 pontos, o Santa Cruz precisa do quinto triunfo consecutivo para seguir na cola do Sport. Desde 2006, o tricolor não tinha uma sequência tão longa de resultados positivos. No Náutico, a situação é mais complicada. Na quarta posição, com 12 pontos, um novo tropeço pode significar o fim da linha na luta pela primeira vaga na final. Curiosamente, o Timbu segue invicto na competição, com três vitórias e três empates.

O técnico Roberto Fernandes deve mandar a campo a formação mais ofensiva do Náutico nesse início de temporada, com dois meias ofensivos e dois atacantes. Além disso, com a estreia do lateral-direito Carlinhos, o treinador alvirrubro não precisará fazer improvisações. A novidade na equipe será a presença do jovem meia Dinda, 19 anos.

No setor de contenção, os volantes Johnny e Nunes retornam à equipe após cumprir suspensão. Com isso, Derley e Gilmar, que já atuou como ala-direito, meia e atacante, devem ficar como opção para o segundo tempo. “Esse jogo é de vida ou morte. Se não vencermos, podemos esquecer o turno”, decretou Johnny.

Do lado tricolor, a aposta é na volta do meia Leandro Gobatto, expulso na sua estreia e fora da vitória por 1x0 sobre a Cabense, quarta-feira passada, no Cabo de Santo Agostinho. O jogador leva sobre as costas toda a esperança de criatividade. O esquema, porém, será defensivo. Pela segunda partida consecutiva, os corais entram com três zagueiros e dois volantes.

A proposta do técnico Márcio Bittencourt será, provavelmente, esperar o Náutico no campo de defesa e tentar matar o confronto nos contra-ataques. A confiança no poder de decisão do artilheiro Marcelo Ramos tem dado certo. Afinal, o atacante não tem desperdiçado as poucas oportunidades que aparecem.

HISTÓRIA

Náutico e Santa fazem o clássico mais equilibrado em Pernambuco. Em 372 jogos, são 144 vitórias tricolores, contra 127 alvirrubras e 101 empates, uma diferença de 17 triunfos a favor dos corais. Mas em jogos nos Aflitos, o Timbu leva vantagem contra o Santa. Em 145 clássicos, são 56 vitórias do Náutico, contra 46 do Santa e 43 empates.

A primeira vez dos técnicos

O Clássico das Emoções desta tarde será o primeiro de vários alvirrubros e tricolores. Entre eles, os dois treinadores. Como o Santa Cruz ficou impossibilitado de enfrentar o Náutico no ano passado, o técnico Roberto Fernandes, no comando do alvirrubro desde o Brasileiro de 2007, terá a Cobra Coral pela primeira vez como adversário. Já Márcio Bittencourt, que pela primeira vez dirige uma equipe pernambucana, debutará em clássicos no Estado.

“Já enfrentei o Santa Cruz quando trabalhava em outros times, mas um clássico sempre tem um peso diferente. A presença das duas torcidas no estádio acende a partida. Lógico que a gente sente falta. No ano passado, sem querer tirar os méritos do título do Sport, é como se faltasse a cereja no bolo, sem os clássicos contra o Santa”, afirmou Roberto Fernandes. “Clássico é detalhe, ganha quem errar menos e é preciso atenção o tempo inteiro, aquilo que todo mundo já sabe”, comentou o comandante coral.

Até o momento, Márcio Bittencourt vem mantendo uma boa média de 83,3% de aproveitamento à frente do Santa. São cinco vitórias em seis rodadas. O único “acidente de percurso” foi a goleada por 4x0 sofrida na segunda rodada, no Luiz Lacerda, em Caruaru. Ainda em processo de montagem da equipe, o treinador vem priorizando uma marcação forte.

Já Roberto Fernandes fez sua primeira partida como técnico do Náutico no dia 3 de julho de 2007, com um empate por 1x1 contra o Atlético-PR. De lá para cá, acumula em 86 jogos, 43 vitórias, 19 empates e 24 derrotas, entre dois Brasileiros, uma Copa do Brasil e dois Estaduais. Um aproveitamento de 57,3%.

Os dois treinadores, por sinal, começam a construir uma amizade fora de campo. Roberto Fernandes, inclusive, vem sendo uma espécie de “guia” para Márcio Bittencourt, ainda novato no Recife. “Desde quando desembarquei no Recife, tenho conversado muito com Roberto Fernandes. É uma pessoa que me recebeu bem e que considero um excelente profissional”, revela Bittencourt.

O momento do Santa Cruz é superior, tanto na classificação quanto na etapa de montagem da equipe. Ninguém no Arruda, porém, quer assumir favoritismo. “Assim como o Sport, o Náutico já vem de uma grande estrutura. Está na Primeira Divisão desde 2007. Nós pegamos o Santa Cruz praticamente do zero. Estamos lutando e vamos continuar lutando muito para chegar lá. Não adianta falar muito. Vamos seguir trabalhando e buscando a evolução no decorrer da competição”, finalizou Bittencourt.

“O nosso maior problema foi com relação à apresentação dos atletas. Tanto que só agora, na 6ª rodada, poderei escalar a equipe sem precisar fazer uma improvisação. Este clássico decide muita coisa. O Santa Cruz, apesar de ser vice-líder sabe que não pode perder, sob o risco de ficar para trás. Já nós não podemos nem pensar em empate. Será um jogo de equipes que ainda buscam a sua melhor formação”, enfatizou Fernandes.

Bala quer reduzir déficit

Quando defendia o Santa, Carlinhos Bala marcou 12 gols contra o Náutico. Agora tem chance de diminuir saldo devedor com torcida timbu

Quando vestia a camisa do Santa Cruz, o atacante Carlinhos Bala costumava infernizar a vida dos alvirrubros. Foram 12 gols marcados pelo tricolor contra o Náutico, sendo o 4º maior goleador coral no Clássico das Emoções, empatado com os ex-jogadores Siduca e Lua. Hoje, o baixinho espera começar a diminuir o saldo devedor para os timbus.

“Será a primeira vez que vou jogar este clássico pelo Náutico e espero diminuir esse meu saldo com a torcida alvirrubra. Marquei apenas um gol contra o Santa, quando estava no Cruzeiro”, recordou um sorridente Carlinhos, mostrando-se totalmente adaptado à nova casa. “Desde que cheguei aqui fui muito bem recebido. Na minha apresentação, a torcida me aplaudiu”, recorda o jogador, que, inclusive já foi até capitão da equipe em alguns jogos.

Na nova casa, Bala jura ter amadurecido. Tanto que não promete uma comemoração especial, caso marque um gol contra o clube que o revelou. Nunca é demais lembrar que o jogador já se envolveu em algumas polêmicas, principalmente em clássicos, quando fez gestos obscenos para a torcida do Sport (defendia o Santa) e comemorou com o “chororô” uma vitória sobre o Náutico (vestia a camisa do Leão). “Se marcar vou comemorar com meus companheiros. A gente amadurece. Às vezes, você faz uma comemoração sem maldade e é incompreendido. Em outras, você faz uma coisa de cabeça quente e se arrepende.”

Uma coisa, porém, Carlinhos Bala não nega. Adora atuar em clássicos. “Esse é o tipo de partida em que o jogador aparece. A repercussão depois de um clássico é diferente. Você é cobrado na rua quando perde e recebe elogios quando ganha”, destaca.

Dentro do seu novo estilo de se esquivar de polêmicas, o atacante timbu, autor de dois gols no Estadual, nega uma disputa pessoal com o astro coral Marcelo Ramos. “Já enfrentei ele algumas vezes. Trata-se de um excelente jogador. Mas não há duelo particular. Cada um vai fazer o máximo para dar a vitória à sua equipe”, pontuou.

Até quando o discurso politicamente de Bala vai durar, só o tempo dirá. O jogo desta tarde será um bom termômetro. Ainda mais se falando de um clássico. Ainda mais se tratando de um clássico com Bala. “Adoro jogar clássicos”, reforça.

Marcelo Ramos, o novo algoz timbu

Costumeiramente, o artilheiro de uma grande equipe naturalmente se dá muito bem diante de alguns adversários e não tanto com outros. É o caso de Romário, por exemplo, carrasco do Botafogo. Marcelo Ramos, por sua vez, quando vê uma camisa vermelha e branca pela frente não costuma desperdiçar oportunidades. Na primeira passagem do matador pelo Arruda, em 2007, atuou em dois Clássicos das Emoções e balançou as redes três vezes, o bastante para deixar assustado qualquer goleiro do outro lado do campo.

O primeiro encontro aconteceu no dia 28 de janeiro daquela temporada, pela quinta rodada do primeiro turno do Campeonato Pernambucano, no Estádio do Arruda. O Santa Cruz fazia uma campanha mediana, com duas vitórias, um empate e uma derrota, e precisava da vitória para se manter com chances de ainda brigar pelo título da fase. Ela veio com dois gols de Marcelo Ramos. No dia 25 de março, nos Aflitos, pela quinta rodada do returno, deixou mais um na derrota por 2x1, na última vez em que os times duelaram.

O atacante participou de 17 dos 18 jogos realizados pelo Santa Cruz no Estadual de 2007. Além dos três gols contra o Náutico, ainda fez mais 12 gols, conquistando a artilharia da competição. O time terminou na sexta colocação. “O clássico é sempre um jogo diferente, sem favoritos. Temos que manter a atenção o tempo inteiro. E, apesar do peso de uma partida dessas, é muito gostoso participar. Todo jogador adora jogar um clássico, as torcidas também ficam ansiosas”, declarou.

Na edição atual do Pernambucano, já são quatro gols em seis jogos. “Respeitamos demais o Náutico, mas também sabemos que os jogadores do outro lado nos respeitam. Não significa que o nosso pensamento não seja de vitória. A gente entra fortalecido, porém sem essa de favoritismo. Tomara que seja um clássico disputado, duro, mas jogado na bola. Também pedimos festa nas arquibancadas, com muita paz dentro e fora do estádio”, pediu.

De acordo com dados divulgados pelo site oficial do clube (www.coralnet.com.br), Marcelo Ramos participou de 41 partidas oficiais pelos profissionais do Santa Cruz: 17 pelo Pernambucano de 2007, seis pelo Pernambucano atual, duas pela Copa do Brasil de 2007 e outras 16 pela Série B do Campeonato Brasileiro de 2007. São 30 gols marcados e uma média de 0,73. Ele esteve presente ainda em um amistoso, tendo balançado a rede duas vezes.

Torcedores revivem clima do clássico

Fernando Barros
fcosta@jc.com.br


Quase dois anos. Esse foi o tempo que os torcedores de Náutico e Santa Cruz ficaram sem presenciar as sensações que envolvem um Clássico das Emoções. No entanto, essa espera chega ao fim com o duelo desta tarde, decisivo para ambos os clubes na luta pelo turno. Do lado alvirrubro, qualquer resultado que não seja a vitória vai minar as chances de o Náutico conquistar a primeira metade da competição. Já para o Santa Cruz, uma vitória deixaria a equipe mais forte para o clássico com o líder Sport, no próximo domingo, dia 8, no Arruda.

Esconder a ansiedade parece uma tarefa difícil para as torcidas dos dois clubes. Os alvirrubros não aguentam mais esperar para vencer um clássico, já que o Náutico está há mais de um ano sem ganhar uma partida do tipo. No Santa, a torcida acredita que derrotando o Timbu, o time vai encontrar motivação extra para vencer os jogos restantes e arrancar rumo à conquista do turno.

Para o alvirrubro Caio Azuirson, jogar contra o tricolor só traz boas recordações à torcida timbu. “Enfrentar o Santa é sempre ótimo. Afinal, o Santinha só nos faz lembrar o excelente início de século que nós tivemos”, recordou o torcedor, referindo-se às conquistas dos Estaduais de 2001, 2002 e 2004, todas vencidas em cima do rival de hoje. Já o também alvirrubro Evêncio Vasconcelos, destacou a importância de ver novamente o tricolor disputar um clássico: “É bom ver o Santa voltando a jogar clássicos, todo mundo sai ganhando”.

Já o tricolor Neto Fonseca, é só otimismo para a partida. “Disputar um clássico é algo diferenciado e estamos na expectativa por uma vitória. Com o time em ascensão, o clima para este jogo fica ainda melhor”, declarou.

Na hora de apostar nos candidatos a craque do jogo, as torcidas já elegeram seus ídolos. Carlinhos Bala foi o mais citado entre os alvirrubros, e Marcelo Ramos foi o preferido entre os tricolores. “O Náutico está nos devendo uma vitória em clássicos, e nós vamos vencer esse jogo por 2x0, com gols de Bala e Lessa”, arriscou o alvirrubro Alexsandro Lira. “Tenho certeza de nossa vitória, até porque com Marcelo Ramos em campo, não tem placar em branco”, brincou o tricolor Gustavo Menezes.

O último Clássico das Emoções aconteceu no segundo turno do Campeonato Pernambucano de 2007, nos Aflitos, com o Náutico vencendo o Santa por 2x1. Marcel e Alysson marcaram os gols do Náutico, enquanto Marcelo Ramos descontou para o Santa.

Última partida marcou fim de tabu alvirrubro

A última vez que Náutico e Santa Cruz se enfrentaram também marcou a quebra de uma longa invencibilidade coral sobre os alvirrubros, que durou exatos dois anos, nove meses e 12 dias. Com a vitória por 2x1, no dia 25 de março de 2007, nos Aflitos, o Timbu interrompeu a sequência de sete triunfos corais seguidos e um empate no Clássico das Emoções.

Marcel e Alysson marcaram os gols do Náutico, enquanto Marcelo Ramos fez o do Santa. O atacante coral, aliás, é o único jogador presente no embate de 2007 que começará atuando no duelo de hoje. Kuki, outro que atuou naquele dia, começará o confronto desta tarde no banco de reservas.

Além da quebra do jejum alvirrubro, o clássico ficou marcado pela confusão envolvendo Kuki e o lateral-esquerdo Marquinhos Caruaru, hoje no Central. Na descida para o intervalo, o atacante timbu partiu para cima do tricolor. O caso terminou na delegacia.

Náutico: Gléguer, Sidny, Índio (Breno), Alysson e Deleu, Elicarlos, Walker, Acosta (Cristian) e Marcel, Kuki e Felipe (Felipe Dias). Técnico: PC Gusmão. Santa: Gottardi, Adriano, Hugo e Juliano, Carlinhos, Romeu, Michel (Leandro Bitton), Marquinhos (Jairo) e Marquinhos Caruaru, Marco Antônio (Adauto) e Marcelo Ramos. Técnico: Charles Muniz.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Náutico aprova Wilson. Santa contesta


Técnico timbu gosta da indicação, mas dirigente tricolor afirma que árbitro errou nos últimos jogos

Alvirrubros e tricolores tiveram opiniões diferentes com relação ao árbitro do clássico de domingo entre Náutico e Santa Cruz, nos Aflitos. Enquanto o técnico do Náutico, Roberto Fernandes, aprovou a indicação do árbitro Wilson Souza, sorteado ontem, na sede da Federação Pernambucana de Futebol, o diretor de futebol do Santa Cruz, Fred Arruda, se mostrou desconfiado.

O treinador alvirrubro foi curto: “Achei boa a escolha por Wilson Souza”. Depois, comentou, referindo-se ainda ao empate por 1x1 com o Sete de Setembro, anteontem. “Não quero conversar a respeito de arbitragem, apesar de as câmeras de TV mostrarem que o pênalti marcado para o Sete foi inexistente.”

Já Fred Arruda afirmou que Wilson era um bom nome, mas contestou suas atuações. “Sou suspeito para falar de Wilson. Gosto muito dele, mas nos últimos dois jogos que ele apitou do Santa, sua participação foi muito infeliz, diria até lastimável. Me surpreendi com sua indicação”, declarou o dirigente.

Wilson foi indicado com Cláudio Mercante, que perdeu o sorteio. Os assistentes no clássico serão Jossemmar Diniz e José Pedro Wanderley.

INGRESSOS

Os bilhetes para o Clássico das Emoções seguem à venda nos Aflitos e no Arruda, ao preço de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (estudante). Para este jogo foram disponibilizados 19.800 tíquetes, com 4 mil reservados para a torcida do Santa Cruz e o restante para a torcida alvirrubra. Já os 12 mil ingressos do Todos com a Nota podem ser trocados hoje, das 8h às 12h, na Rua Manoel de Carvalho. Mas esses bilhetes são exclusivos do torcedor do Náutico.

TRÂNSITO

No dia do jogo, a circulação de transportes urbanos mudará nos Aflitos. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) disponibilizará, ao todo, 48 agentes de trânsito nos arredores do estádio alvirrubro, para organizar o trânsito para a partida.

O jogo começará às 16h, mas como se trata de um clássico, o monitoramento e interdições serão iniciados já a partir das 12h. Ao todo, 30 agentes da CTTU estarão no local orientando os motoristas e torcedores que estiverem pela área.

A primeira rua a passar por intervenção será a Rua da Angustura. Com o bloqueio, apenas os moradores terão acesso livre, entrando pela Rua Padre Silvino Guedes. A fiscalização do tráfego continua ainda nas Ruas Manoel de Carvalho, Lauro Montenegro, Teixeira Pinto, Barão de Contendas e, caso o público seja grande, haverá fiscalização na Avenida Conselheiro Rosa e Silva.

Se a Rosa e Silva for interditada, os automóveis particulares serão proibidos de transitar no trecho entre a Rua Conselheiro Portela e a Avenida Santos Dumont, sendo permitida a passagem somente ao transporte coletivo. Devido a esse bloqueio, o fluxo de veículos da avenida será desviado pela Rua Edgar Amorim.

Cerca de 15 minutos após o início da partida, o tráfego voltará ao normal na Rosa e Silva, com a passagem ficando liberada para todos os veículos. Porém, a via será novamente fechada à circulação de carros quando estiver faltando 15 minutos para o fim da partida. O trânsito voltará ao normal 40 minutos após o jogo.

Corais na vantagem nesta década

Apesar de ter tido menos títulos que o Náutico nos últimos anos, de ter mergulhado numa grave crise financeira e de não estar ainda classificado para o Campeonato Brasileiro, enquanto o rival está na elite nacional, o Santa Cruz vem ganhando a maioria dos Clássicos das Emoções. Desde o ano 2000, os tricolores ganharam 14 jogos diante dos alvirrubros, empataram sete e perderam apenas sete.

Na quantidade de gols, no entanto, a disparidade não é tão grande. O Santa marcou 38 vezes e levou 32 gols nos 28 confrontos.

Até mesmo quando as partidas foram realizadas nos Aflitos, palco do clássico de domingo, a vantagem é coral. Foram cinco vitórias, quatro empates e apenas três derrotas. No último encontro, entretanto, no segundo turno do Estadual 2007, o Timbu levou a melhor, vencendo por 2x1.

Só que em decisões, os alvirrubros mostraram-se mais eficientes. As duas equipes disputaram três finais nesta década. E em todas o time de Rosa e Silva bateu o adversário. Foi assim em 2001, 2002 e 2004.

Timbus e tricolores em causa nobre

Náutico e Santa Cruz fazem há 93 anos o famoso Clássico das Emoções. Porém, a partida do próximo domingo entre os dois tradicionais rivais nos Aflitos poderá ser chamada de o Clássico da Solidariedade. Quando entrarem em campo, alvirrubros e tricolores estarão unidos em prol da pequena Clara, de um ano e quatro meses, que nasceu com paralisia cerebral e luta para realizar um tratamento com células-tronco em uma clínica especializada em Pequim, na China. O custo do tratamento, incluindo voo para o país asiático e hospedagem, é de U$S 40 mil (cerca de R$ 92 mil).

Antes da partida, os jogadores dos dois times entrarão em campo vestindo a camiseta da campanha “Um real por um sonho”, promovida pelos pais de Clara e que já arrecadou até o momento cerca de R$ 53 mil. As camisas, com o número dos atletas e devidamente autografadas, serão leiloadas posteriormente no site www.umrealporumsonho.com.br. Os torcedores também poderão ajudar. Nas entradas das duas torcidas serão colocadas urnas para arrecadação de dinheiro.

Ontem, os alvirrubros Eduardo, Vágner e Kuki, e os tricolores André Zuba, Bilica e Wágner aderiram à campanha e conheceram a história de pequena pernambucana. “Já participei de outras causas como essa e é sempre gratificante. Esperamos poder contribuir para o tratamento da Clarinha”, afirmou o tricolor Bilica. “No meio do nosso dia a dia, recheado de competição, é tocante poder ajudar em uma causa tão nobre. Sempre fico muito feliz quando posso ajudar nesse tipo de campanha”, completou o goleiro timbu Eduardo.

O CASO

Clara Costa Pereira teve um parto complicado. A falta de oxigenação no cérebro da menina causou um dano neurológico. Clara passou 18 dias na UTI. “Na internet achei informações sobre o tratamento com células-tronco desenvolvido na China. Depois entrei em contato com familiares de pessoas que passaram pelo tratamento e a evolução que elas tiveram. O ideal é que Clara inicie esse tratamento antes de completar dois anos (em setembro)”, destaca o pai, Carlos Edmar Pereira.

A corrente para conseguir o dinheiro necessário para o início do tratamento iniciou no dia 19 de agosto. Analista de sistemas, Carlos criou e alimenta quase que diariamente o site www.umrealporumsonho.com.br, onde o internauta pode conhecer detalhes do caso de Clara e fazer sua doação. Além disso, poderá adquirir a camisa da campanha, ao custo de R$ 15 cada, acompanhar um gráfico com a evolução das arrecadações e saber sobre casos de outras crianças que se beneficiaram com o tratamento com células-tronco.

No orkut também há uma comunidade da campanha, que leva o mesmo nome do site. “Já foi visitado por mais de 100 mil pessoas, de mais de 70 países, de todos os continentes”, revela Carlos. “Já conseguimos a ajuda de muita gente, mas quanto maior a mobilização, melhor. Espero que o torcedor mostre seu lado solidário neste clássico”, completa a mãe, Aline Costa Pereira.

Santa iguala sequência de 2006

O Santa Cruz está vivendo neste início de ano uma grande fase após duas temporadas consecutivas de muito sofrimento. Com a vitória sobre a Cabense por 1x0, quarta-feira, no Estádio Gileno de Carli, no Cabo de Santo Agostinho, pela sexta rodada do primeiro turno do Campeonato Pernambucano, os tricolores igualaram uma marca alcançada pela última vez na Série A do Campeonato Brasileiro de 2006.

As quatro vitórias seguidas, sobre Central (2x1, no Arruda), Salgueiro (2x1, no Cornélio de Barros), Ypiranga (3x1, no Arruda) e Cabense, ofereceram aos corais a possibilidade de brigar taco a taco com o Sport até o momento pela liderança do turno. Apenas três pontos separam os líderes rubro-negros dos vice-líderes tricolores. Antes desta sequência, o Santa já havia vencido o Sete de Setembro (1x0, no Gigante do Agreste).

No Campeonato Brasileiro de 2006, as quatro vitórias consecutivas aconteceram contra Goiás (2x1, no Arruda), Fortaleza (4x1, no Castelão), Flamengo (3x0, no Arruda) e Corinthians (1x0, no Arruda). Sequência igual também foi registrada nas quatro primeiras rodadas do Estadual daquele ano, batendo Porto (1x0, no Arruda), Estudantes (2x0, no Ademir Cunha), Ypiranga (2x1, no Arruda) e Serrano (3x0, no Nildo Pereira).

A série mais espetacular dos corais nos últimos anos, entretanto, aconteceu uma temporada antes. Foram 15 vitórias seguidas somando jogos do Campeonato Pernambucano e da Copa do Brasil. Naquele ano, o Santa foi campeão estadual levando os dois turnos e ainda alcançou o acesso à edição seguinte da Série A. “Estamos vivendo uma nova era no clube, com pessoas sérias e importantes”, declarou o zagueiro Sandro.

Para o Clássico das Emoções, domingo, nos Aflitos, pela sétima rodada do primeiro turno, o técnico Márcio Bittencourt ganhou ontem a opção do atacante Roger Thompson. Foi o último do atual elenco a ter o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

JULGAMENTO

O recurso do Santa Cruz em torno do caso dos objetos atirados por torcedores tricolores no gramado do Estádio Luiz Lacerda, na segunda rodada, será julgado pelo Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva de Pernambuco (TJD-PE) provavelmente no dia 10 de fevereiro.

Por enquanto, o time ficará atuando no Arruda protegido por um efeito suspensivo, concedido pelo presidente do órgão, Marcelo Oliveira. Em primeira instância, os corais haviam perdido um mando de jogo e sido multados em R$ 10 mil.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Vitória apertada dá vice-liderança


Santa Cruz joga mal, porém o suficiente para bater a Cabense. Time festeja 4º triunfo seguido

Carlyle Paes Barreto
carlyle@jc.com.br


CABO DE SANTO AGOSTINHO – Mesmo sem apresentar um futebol técnico, o Santa Cruz fez o suficiente para bater a Cabense por 1x0, ontem à noite, no Estádio Gileno de Carli, conseguindo sua quarta vitória seguida no Campeonato Pernambucano. E com o resultado, o tricolor assume a vice-liderança isolada do primeiro turno, agora com 15 pontos, dois a mais que o Porto, terceiro colocado. O Sport lidera com 18.

Já o time do Cabo de Santo Agostinho, que perdeu com gol contra do volante Leo Gama, permanece com dez pontos, na quinta colocação.

Embora vindo de bons resultados, as duas equipes entraram em campo bem retrancadas. O Santa Cruz com três zagueiros e dois volantes. A Cabense com apenas um atacante. Resultado: jogo truncado, com muitos erros de passes e chutões.

Sem técnica apurada, o mérito dos dois times foi a marcação. Melhor para o tricolor, que esteve bem seguro neste fundamento, com os zagueiros Sandro, Tiago Matias e Leandro Camilo sem dar chances aos adversários, protegidos também pela voluntariedade de Bilica e Vágner.

Para se ter ideia da falta de criatividade dos times, houve apenas dois chutes a gol no primeiro tempo. E ambos da Cabense. Um com Aílton, que assustou André Zuba, aos 19 minutos. E outro numa bomba de Curinga, em cobrança de falta bem defendida pelo arqueiro coral.

Do lado tricolor, somente uma cabeçada por cima da trave, sem perigo, do atacante Márcio, que mais uma vez mostrou-se um guerreiro em campo. Mas sem poder ofensivo.

O Santa ainda teve um pênalti não marcado pelo árbitro Wilson Souza, quando Evanílson puxou William pela camisa, na entrada da área. Mas nem o meia reclamou.

Na segunda etapa, o técnico Márcio Bittencourt fechou mais ainda sua equipe, que já não tinha criatividade, tirando o meia William e colocando o volante Anderson. O Santa ficava com três zagueiros, quatro volantes e um dos atacantes que só fazia marcar. Mas aí a sorte apareceu. Num cruzamento de Parral, logo aos três minutos, Marcelo Ramos trombou com o meio-campista Leo Gama, que cabeceou para seu próprio gol: 1x0.

O artilheiro, no entanto, esteve apagado. Sem ser municiado pelo time excessivamente defensivo, não teve chances de marcar. Pior: não fez uma única finalização, bem diferente do jogo de domingo, quando marcou os três gols da vitória sobre o Ypiranga.

E com a vantagem, os corais se fecharam mais ainda e abriram mão dos contra-ataques, voltando a apostar nos chutões. A situação piorou quando Marcelo Ramos foi substituído por outro volante, Hudson. Tanto é que o segundo lance de perigo do time da capital só veio aos 42 minutos, numa jogada individual do lateral-esquerdo Adílson, que fez um bom primeiro tempo e uma segunda etapa regular.

Antes, a Cabense havia tido duas chances de empatar. Uma com Leo Batista chutando cruzado, para fora. E outra com Alexandre pegando rebote na entrada da área. Também para fora.

“Jogamos no limite. O jogo não pedia técnica. Pedia a vitória”, justificou o zagueiro Sandro, capitão da equipe. “Foi uma grande vitória”, exagerou Leandro Camilo.

O Santa Cruz volta a jogar domingo, no clássico contra o Náutico, nos Aflitos. A Cabense recebe o Central.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Santa quer revanche e ampliar embalo


Vitória coral eleva o moral do time às vésperas do clássico contra o Náutico, nos Aflitos

A notícia estava no site oficial do Santa Cruz na última segunda-feira: "Torcida quer revanche contra o Azulão". O texto tratava sobre o Campeonato Pernambucano de 2007. Apesar de rebaixada, a Cabense foi a única equipe que bateu o tricolor nos primeiro e segundo turnos. Demorou quase dois anos, mas a hora de uma possível vingança chegou. Hoje, a partir das 21h, no Gileno de Carli, no Cabo de Santo Agostinho, pela sexta rodada da edição atual do Estadual, os dois times voltam a se encontrar.

Diferentemente do cenário apresentado há duas temporadas, Santa Cruz e Cabense vão muito bem obrigado. O time da capital está na terceira colocação, com 12 pontos conquistados, e vem de três vitórias consecutivas. Perde a vice-liderança para o Porto no saldo de gols. O representante do Cabo tem dois pontos a menos, na quinta colocação. São concorrentes por uma das duas vagas do Estado à primeira edição da Série D do Campeonato Brasileiro.

O Santa Cruz tem a possibilidade de terminar esta sexta rodada empatado em número de pontos com o Sport na coliderança. Basta vencer o confronto desta noite e torcer por uma derrota dos rubro-negros diante do Ypiranga, também hoje, no Estádio Otávio Limeira Alves, em Santa Cruz do Capibaribe. Tarefa praticamente impossível, entretanto, será tirar a vantagem do arquirrival no critério de saldo de gols. A diferença atualmente é de 11 gols positivos do Leão contra 1 da Cobra Coral.

Além de deixar os tricolores bem vivos na disputa do primeiro turno da competição e ainda com um confronto direto para fazer diante do Sport, a vitória também serviria para elevar ainda mais o moral do time nos Aflitos, próximo domingo, pela sétima rodada, no primeiro clássico desde o dia 11 de abril de 2007. As lembranças do último jogo dessa grandeza, aliás, são doces para o Santa Cruz. Bateu os rubro-negros no Arruda pelo placar de 1x0, com gol de Marquinhos Catarina, jogando por terra a invencibilidade do rival na rodada derradeira do Estadual.

Da equipe que enfrentou a Cabense em 2007, somente o atacante Marcelo Ramos estará em campo esta noite. Na derrota por 3x2, dia 7 de fevereiro, no Estádio do Arruda, pela oitava rodada do primeiro turno, o artilheiro guardou o seu. Também balançou as redes no dia 8 de abril, pela oitava rodada do segundo turno, quando os tricolores caíram por 5x2 no Gileno de Carli.

A Cabense conta igualmente com a possibilidade de dormir esta noite na vice-liderança do primeiro turno. A combinação, porém, é mais complicada. Além de vencer o Santa Cruz, precisa torcer por derrota do Porto (12 pontos) diante do Salgueiro (5 pontos), no Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro, e pelo menos por um empate do Náutico (11 pontos) contra o Sete de Setembro (4 pontos), no Gigante do Agreste, em Garanhuns.

Bittencourt troca o 4-4-2 pelo 3-5-2

Com meio de campo desfalcado, tricolor reforça a defesa com três zagueiros, no Cabo

Depois de cinco rodadas praticamente repetindo o esquema do time, as ausências do meia Leandro Gobatto - expulso na última partida - e do volante Elder - com uma lesão no joelho direito - forçaram o técnico Márcio Bittencourt a promover mudanças mais radicais na equipe. O treinador sinaliza uma formação montada no 3-5-2 esta noite, em vez do 4-4-2.

Desde o início da temporada, o treinador vinha trabalhando a equipe titular no 4-4-2. Mas, no final de jogos em que o time estava ganhando, alternava o esquema para o 3-5-2 para oferecer maior poder ao sistema defensivo e segurar o resultado.

Desta vez, porém, escala desde o início os zagueiros Leandro Camilo, Sandro e Thiago Matias. "Treinamos a equipe no 3-5-2 e no 4-4-2. Nas duas formações ela se portou bem", declarou Márcio Bittencourt.

O meia William está voltando à titularidade após cumprir suspensão por três cartões amarelos. "Estou pronto para retornar ao time e desenvolver o mesmo ritmo", disse o atleta.

Na intenção de manter a boa campanha que vem realizando no Pernambucano, o treinador Rogério Zimmermann, da Cabense, trabalhou bastante o lado emocional dos seus atletas para o confronto desta noite contra o Santa Cruz.

Segundo ele, o fato de estar jogando duas vezes por semana impede que se faça um trabalho técnico e tático mais aprofundado. "Jogamos domingo e tivemos apenas dois dias de preparação. Um deles nós usamos para as revisões médicas. No outro, fiz um trabalho de posicionamento", explicou Rogério, que tentou motivar mais ainda os atletas com palavras.

"Falei para eles que, se quiserem ganhar, vão precisar estar no limite, ou até acima dele: físico, técnico e emocional. O Santa Cruz é uma grande equipe do futebol nacional e vem numa crescente", analisou Zimmermann.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tricolor é multado e perde um mando


Clube recebeu punição por causa de objetos atirados no banco de reservas do Luiz Lacerda, na derrota ante o Porto, vindos da arquibancada onde estava torcida coral. Santa já recorreu

O Santa Cruz foi multado em R$ 10 mil e perdeu o mando de campo do confronto contra o Serrano, na quarta-feira da próxima semana, pela oitava rodada do primeiro turno do Campeonato Pernambucano. A decisão da segunda comissão do Tribunal de Justiça Desportiva de Pernambuco (TJD-PE), ontem à noite, foi motivada por objetos atirados em campo por torcedores do clube na derrota por 4x0 sofrida para o Porto, no Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, pela segunda rodada.

O departamento jurídico do Santa já recorreu da decisão. Um novo julgamento deve ocorrer, na próxima quinta, no Pleno do TJD, antes do confronto diante do Serrano.

O árbitro Sebastião Rufino Filho relatou na súmula que torcedores do Santa Cruz atiraram um par de sandálias, latas de refrigerante e garrafas plásticas vazias em direção ao banco de reservas da própria equipe, aos 45 minutos do segundo tempo.

Dentro do campo, o time perdeu Elder para o confronto de amanhã à noite, contra a Cabense, no Estádio Gileno de Carli, no Cabo de Santo Agostinho, pela sexta rodada. Com dores no joelho direito, o meio-campista precisará de, no mínimo, 72 horas de tratamento para se recuperar. O provável substituto é o volante Anderson.

Os médicos vão tentar deixar Elder em condições para voltar no Clássico das Emoções do próximo domingo, nos Aflitos, pela sétima rodada da competição. O jogador sentiu a lesão no início da vitória por 3x1 contra o Ypiranga, domingo passado, no Arruda. Aos 21 minutos do primeiro tempo, foi substituído pelo próprio Anderson.

O Departamento Médico está tratando ainda com mais cuidado o caso porque Elder sofreu uma cirurgia no mesmo local na temporada passada. O próprio meio-campista preferiu não arriscar continuar na partida e agravar a lesão. “A princípio, levei uma pancada. Mas depois comecei a sentir dores mais fortes quando fazia a carga para correr, como se fosse uma tendinite”, explicou o tricolor.

Elder vinha cumprindo um papel importante no esquema montado pelo técnico Márcio Bittencourt. Embora seja volante de origem, foi designado para participar ativamente das jogadas de criação. Nas quatro primeiras rodadas, funcionou como o principal articulador de jogadas para os atacantes.

O meia Leandro Gobatto também não poderá entrar em campo diante da Cabense. Foi expulso na rodada passada, aos 19 minutos do segundo tempo, e terá de cumprir a suspensão automática. Em compensação, o meia William pagou pena de um jogo por três cartões amarelos e volta à equipe.

A diretoria está estudando a permanência de João Paulo. O atacante machucou o joelho direito durante a pré-temporada e ainda não estreou. Agora vem se queixando de dores na região do quadril. O jogador tem 20 anos e foi contratado ao Fernandópolis-SP.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ramos comanda virada e ida do Santa ao 3º lugar


Atacante tricolor faz os três gols da vitória sobre o Ypiranga, por 3x1, e já é o vice-artilheiro do Estadual, com quatro

Carlyle Paes Barreto
carlyle@jc.com.br


Bastaram 45 minutos de inspiração do atacante Marcelo Ramos para o Santa Cruz virar o jogo para cima do Ypiranga e deixar o Arruda com a terceira vitória seguida no primeiro turno do Campeonato Pernambucano. Os três belos gols do artilheiro, na vitória de ontem à tarde por 3x1, deixaram o tricolor na terceira colocação. E com chances de brigar pelo título.

Com o resultado, o Santa passou a somar 12 pontos, atrás apenas do líder Sport e do Porto, que só está na frente pelo saldo de gols (11x1). Já o Ypiranga se mantém em sexto, com seis pontos.

Incentivado pelos quase 25 mil torcedores que estiveram presentes no Arruda, o Santa começou o jogo pressionando um acuado Ypiranga. Foi assim até os oito minutos, com pelos menos duas chances pelo lado direito e diversos cruzamentos na área.

Mas aí surgiu um baixinho que por pouco não estraga a festa coral. O atacante Lulinha esteve perto de abrir o placar, aos nove, quando aproveitou erro na saída de bola de André Zuba e quase marca. Cinco minutos depois, ele sofreu falta na entrada da área, pela lateral. Ele mesmo cobrou e Santiago desviou de cabeça: 1x0.

Aos 21, Lulinha, em impedimento, entrou livre na área, mas não teve tranquilidade para superar o arqueiro tricolor.

O Santa sentiu o baque. Até tinha mais posse de bola, mas não a criatividade suficiente para municiar seus atacantes. Marcelo Ramos estava anulado, enquanto Márcio só fazia trombar com a linha de três zagueiros do adversário.

Aos 37, Júlio César ainda mandou uma bola na trave. Foi quando o zagueiro Luís Eduardo cometeu falta dura e boba no meio-de-campo. Já tinha cartão amarelo e foi expulso.

Na segunda etapa, com um homem a mais, o técnico Márcio Bittencourt ousou. Tirou o zagueiro Sandro e colocou o atacante estreante Pedro Henrique, fazendo com que o volante Bilica recuasse. E já no segundo minuto, Marcelo Ramos deixava tudo igual, ao pegar rebote de escanteio e tocar para o gol. O assistente Roberto Oliveira ainda anulou o lance, mas retrocedeu e confirmou o 1x1.

Com a mudança tática e com o gol, o Santa cresceu. Passou a dominar a partida. Teve chances com Pedro Henrique, mas foi Marcelo Ramos quem voltou a brilhar, acertando um bomba no ângulo, aos 18: 2x0.

O meia Gobatto, que fazia partida regular, no entanto, foi expulso aos 19. Aí o Ypiranga reagiu e voltou a pressionar.

Mas o artilheiro do dia voltou a mostrar sua classe. Após trombada de Márcio com o zagueiro Santiago, Marcelo Ramos pegou a sobra, invadiu a área e tocou suavemente, por cima do goleiro Geday, fechando o placar. No final, o atacante foi o último homem a descer para o vestiário. E a torcida o esperou, aplaudindo o artilheiro do Estadual 2008 e esperando mais festa daqui por diante.

Artilheiro divide louros com time

Após a vitória diante do Ypiranga, todos os olhos estavam voltados para o craque do jogo. Autor dos três gols, o atacante Marcelo Ramos, no entanto, preferiu dividir os louros com toda a equipe do Santa Cruz. Para ele, o mérito não pode ser individual.

“Os gols foram muito importantes, mas a vitória é de todo o grupo”, ressaltou humilde, lembrando do espírito de grupo de todo o time, que não se entregou um minuto sequer.

Para Marcelo Ramos, prevaleceu ainda a experiência do time tricolor, que soube romper a retranca do time de Santa Cruz do Capibaribe. “Os gols foram importantes. Até porque sair atrás é sempre complicado. O Ypiranga teve ainda duas chances e não definiu. Então soubemos trabalhar a bola e aproveitar as oportunidades”, destacou, ainda no gramado.

A pedidos, o agora vice-artilheiro do Estadual – com quatro gols, como Ciro do Sport, e um atrás de Guego do Porto –, lembrou dos gols. “O primeiro foi um lance duvidoso, mas depois o assistente confirmou, pois tinha um zagueiro na linha. O segundo foi um belo chute (no ângulo). E o terceiro foi um toquinho por cima do goleiro.”

Quem também festejou os gols de Marcelo Ramos foi o zagueiro Tiago Matias. “Marcelo hoje foi abençoado. O segundo foi um belo chute e o terceiro foi lindo”, elogiou.

Mas o defensor procurou ressaltar mais o lado coletivo. “A equipe toda está de parabéns. Aqui somos uma família. Há uma união muito feliz, com jogadores que se gostam. O Santa vive uma nova era. Estamos formando uma grande família aqui.”

Tiago ainda deu créditos ao técnico Márcio Bittencourt, que sacou o capitão Sandro no intervalo para colocar o atacante Pedro Henrique. “O professor arriscou. Ele tirou um zagueiro e colocou um atacante. Foi muito feliz”, lembrou.

Em relação à terceira vitória seguida, o zagueiro preferiu manter os pés no chão. “O time não ganhou nada. Mas estamos na terceira posição e vamos buscar o primeiro lugar”, justificou.

Bittencourt prevê mais evolução

Com a terceira vitória seguida, a quarta em cinco jogos do Campeonato Pernambucano, o técnico Márcio Bittencourt viu qualidade no Santa Cruz, após a vitória de ontem, sobre o Ypiranga. Mas também apontou erros e disse que a equipe ainda tem muito a evoluir

“O time está ganhando corpo. Está se equilibrando. Mas ainda falta muito”, apontou.

O treinador ainda lamentou mais um gol tomado em cruzamento na área. “Tivemos chances de sair na frente, mas tivemos erros na marcação. Levamos o gol numa bola parada. Depois Zuba salvou outra vez”, destacou.

Sobre as mudanças, Bittencourt explicou. “No segundo tempo, o time mudou. Mesmo com risco, teve que sair. O meio-de-campo não estava trabalhando bem, por isso coloquei três atacantes”.

Em relação à expulsão do meia Leandro Gobatto, num lance bobo, outra reclamação. “Temos que ter tranquilidade. Mas (ele) está errado. Vou cobrar”, prometeu.

Já o meia explicou o lance. “Tentei dar um carrinho lateral. Não sei se pegou no jogador. Mas acho que foi excesso de vontade”, justificou.

Gobatto credenciou a falta de criatividade no primeiro tempo à marcação do Ypiranga. “Eles marcaram muito forte. Eu tive marcação individual. Mas o time mostrou que consegue sobressair nas dificuldades.”

YPIRANGA

Já o técnico da equipe de Santa Cruz do Capibaribe, Pedro Manta, era só bronca com a arbitragem. Para ele, o trio teve influência direta no placar. “Foi uma arbitragem lastimável. Jogar no Arruda com menos um fica difícil. Não foi falta para expulsão. Aí ele me tira um jogador. Depois aquela lambança no segundo gol (do Santa Cruz)”, reclamou. “O time estava encaixado, jogando bem. Fez 1x0 e depois perdeu um gol na cara do goleiro. Mas futebol é detalhe”, acrescentou.

O Ypiranga volta a jogar na quarta-feira, novamente diante de um grande do Recife. Após derrotas para Náutico e Santa, encara o Sport, em Santa Cruz do Capibaribe.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Gol abre o apetite de Marcelo Ramos


Atacante tricolor balançou pela primeira vez a rede neste Pernambucano e já se lança como candidato a ser artilheiro do Estadual, mesmo estando em desvantagem com os da ponta

O artilheiro desencantou. Demorou mais do que a torcida do Santa Cruz esperava. Três jogos e alguns minutos. Foi, inclusive, longe do Arruda. Aos oito minutos do primeiro tempo da partida contra o Salgueiro, quarta-feira passada, no Sertão, Marcelo Ramos acordou e escorou para as redes uma bola servida pelo meio-campista William. O primeiro, quem sabe, de uma série que pode levá-lo à segunda conquista de artilharia do Campeonato Pernambucano. “Sempre entro nas competições com o objetivo de ser artilheiro”, diz o homem-gol tricolor, sem fugir à responsabilidade.

O jovem Guego, do Porto, já disparou na frente. Tem cinco gols marcados em quatro jogos disputados. Ciro, revelação do Sport, contabiliza quatro. “Quando alguém sai na frente, leva uma certa vantagem sobre os outros. Mas ainda há muita coisa para acontecer. No futebol, tudo muda rapidamente”, profetiza o matador. A favor de Marcelo Ramos e contra os concorrentes diretos, pesam a experiência dos 35 anos e a frieza de já ter ficado cara a cara com os goleiros rivais, talvez, milhares de vezes.

Na primeira passagem, em 2007, o gol também demorou. Veio na terceira rodada, contra o Porto, no Antônio Inácio, em Caruaru. Depois, vieram mais 14, que transformariam Marcelo Ramos no goleador daquela edição do Pernambucano. Há duas temporadas, uma mesma equipe disputaria no mínimo 18 jogos no Estadual. Este ano, o número mínimo é de 22 partidas. O atacante ainda fez mais dois gols em amistosos e outros dez na Série B do Brasileiro.

A julgar pelas projeções do próprio Marcelo Ramos, o torcedor tricolor pode preparar a garganta. Ele quer chegar à marca de 30 gols na temporada. “Sem dúvida, não é uma tarefa fácil. Mas acho que um atacante tem de fazer uma média de 30 por ano.” No ano passado, mesmo atrapalhado por algumas lesões, o jogador cravou 21. “Fiquei em débito em 2008”, brinca o goleador, artilheiro também do Baiano de 1993 e do Mineiro de 1996.

Ingressos reduzidos a 30 mil

A direção do Santa Cruz, com base no público registrado na reabertura do Estádio do Arruda, no domingo passado, decidiu baixar para 30 mil o número de ingressos disponíveis para o confronto diante do Ypiranga, próximo domingo, pela quinta rodada do primeiro turno do Campeonato Pernambucano. Na vitória por 2x1 sobre o Central, haviam sido confeccionadas 54.590 entradas para os corais.

Do total para a próxima rodada, entretanto, apenas 18 mil serão comercializados, a partir de hoje. Os outros 12 mil foram reservados por intermédio do programa governamental Todos com a Nota. “É importante que o torcedor continue prestigiando. Se der o mesmo que no domingo passado, já será um empurrão importante para nos levar à vitória”, declarou o presidente Fernando Bezerra Coelho.

A confecção dos ingressos foi solicitada à Federação Pernambucana de Futebol (FPF) antes da vitória por 2x1 sobre o Salgueiro, quarta-feira passada, no Cornélio de Barros, no Sertão. Apesar do anúncio de redução da carga, os valores foram mantidos.

Os dirigentes tricolores também se mostram preocupados com o número de ingressos falsificados e carteiras de estudante utilizadas de forma irregular pelos cambistas nas bilheterias.